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sexta-feira, 19 de junho de 2015

AH, UM SONETO... de e.e. cummings




Não será sempre assim... Quando não for,
Quando teus lábios forem de outro; quando
No rosto de outro o teu suspiro brando
Soprar; quando em silêncio, ou no maior

Delírio de palavras desvairando,
Ao teu peito o estreitares com fervor;
Quando um dia, em frieza e desamor
Tua afeição por mim se for trocando;

Se tal acontecer, fala-me. Irei
Procurá-lo, dizer-lhe num sorriso:
“Goza a ventura de que já gozei.”
 
Depois, desviando os olhos, de improviso,
Longe, ah tão longe, um pássaro ouvirei
Cantar no meu perdido paraíso.

 
                   Tradução de Manuel Bandeira

                   In: Estrela da vida inteira. 20 ed. RJ;SP: Record, s/d.

 
 

 
 
 it may not always be so; and i say
 that if your lips, which i have loved, should touch
 another's, and your dear strong fingers clutch
 his heart, as mine in time not far away;
 if on another's face your sweet hair lay
 in such a silence as i know, or such
 great writhing words as, uttering overmuch,
 stand helplessly before the spirit at bay;
 
 if this should be, i say if this should be—
 you of my heart, send me a little word;
 that i may go unto him, and take his hands,
 saying, Accept all happiness from me.
 Then shall i turn my face, and hear one bird
 sing terribly afar in the lost lands.
 
E.E. Cummings, from 100 Selected Poems. Grove Press, 1954
 
 
 

 
 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Três poemas de e.e. cummings

·         um político é um ânus no
qual tudo se sentou exceto o humano

            a politician is an arse upon
            which everyone has sat except a man

·         eu
estou
te pedindo
querida é pra
que mais poderia um
não mas não é o que
claro mas você não parece
entender que eu não posso ser
mais claro a guerra não é o que
imaginamos mas por favor pelo amor de Oh
que diabo sim é verdade que fui
eu mas esse eu não sou eu
você não vê que agora não nem
sequer cristo mas você
precisa compreender
como porque
eu estou
morto

i’m
asking
you dear to
what else could a
no but it doesn’t
of course but you don’t seem
to realize i can’t make
it clearer war just isn’t what
we imagine but please for god’s O
what the hell yes it’s true that was
me but that me isn’t me
can’t you see now no not
any christ but you
must understand
why because
i am
dead




·         (i)g-a-t-o(m)
ó,v;e:l

SobresssA
It!fl
UtuatombaN

do?de
SligiranteM
(En)(tE)
&&&

passeia:exata
mente;como se
nad
a tivesse,suce
did

O


(im)c-a-t(mo
b,i;l:e

FallleA
ps!fl
OattumblI

sh?dr
IftwhirlF
(Ul)(lY)
&&&

away wanders:exact
ly;as if
not
hing had,ever happ
ene

D

                       Traduções de Augusto de Campos

In: e.e. cummings. Poem(a)s.  Ed. revista e ampliada.  Unicamp, 2011.