sábado, 27 de maio de 2017

VERTIGEM

Muito em breve mas não tão em breve esta mão
que se precipita sobre o comutador
sobre o comutador
para acender  - muito em breve - ou apagar
a luminosidade já mesmo artificial de tudo o que está posto
desde o sempre onde habito e gasto o que resta de meus gastos
entre nesgas de breu,  lâmpadas led e refletores de fonte indefinível 
                                         [e imprecisa
mas de luz precisa  a conspurcar a negra mão da Mãe Noite
em breve mas não tão em breve como o breve  do crânio sobre o corpo
que inadvertidamente se põe na linha de tiro de uma operação policial
–  muito em breve esta mão será impotente para repetir este gesto
corriqueiro quase tão corriqueiro
de apertar trêfega ou calma o comutador
- não tanto quanto  a bala se alojará no corpo cálido de uma criança
colhida pelo acaso de sua falta inocência derrisória sobre o mundo
ainda antes que eu sequer me ponha a sério a pergunta sobre o significado
da palavra helicoidal
e tenha tempo de esclarecê-la
a broca que me perfura o dente até achar o nervo ainda a tempo
de ter vivido o suficiente
para conhecer o inexorável deslocamento dos dentes na cavidade bucal
ao longo dos anos e das gengivas
tão em breve quanto o efeito da reza e do antibiótico
e o receituário como em constelações que ilustram as páginas do meu diário
bendigo a sorte dos amores vividos
dos filhos vindos e idos pelo mundo
dos corpos nos quais repousei e sem descanso me dei a esgotar
as forças de que dispus
ainda haverá tempo de olhar desinteressado em torno a paisagem
dos animais em seus abrigos ou visitando seus cochos
das verduras em seus canteiros
 desapercebido do vórtex e do sumidouro
antes que eu caia crivado das perguntas
que não saberia não saberei nem terei por que
vir a responder jamais.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Na urgência de uma cidade... MÁRIO DE ANDRADE DE SÃO PAULO




De Paulicea Desvariada (1922)

ODE AO BURGUÊS

Eu insulto o burguês!  O burguês-níquel,
o  burguês-burguês!
A digestão bem feita de São Paulo!
O homem-curva! O homem-nádegas!
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!

Eu insulto as aristocracias cautelosas!
Os barões lampeões! Os condes Joões! Os duques zurros!
que vivem dentro de muros sem pulos
e gemem sangues de alguns milréis fracos
para dizerem que as filhas da senhora falam o francês
e tocam o “Printemps” com as unhas!

Eu insulto o burguês-funesto!
O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições!
Fora os que algarismam os amanhãs!
Olha a vida dos nossos setembros!
Fará Sol? Choverá?  Arlequinal!
Mas à chuva dos rosais
o êxtase fará sempre Sol!

Morte  à gordura!
Morte às adiposidades cerebrais!
Morte ao burguês-mensal!
Ao burguês-cinema! ao burguês-tílburi!
Padaria Suissa!  Morte viva ao Adriano!
“ – Ai, filha, que te darei pelos teus anos?
- Um colar... – Conto e quinhentos!!!
Mas nós morremos de fome!”

Come! Come-te a ti mesmo, oh! gelatina pasma!
Oh! purée de batatas morais!
Oh! cabelos nas ventas! Oh! carecas!
Ódio aos temperamentos regulares!
Ódio aos relógios musculares! Morte e infâmia!
Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados!
Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos,
sempiternamente as mesmices convencionais!
De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia!
Dois a dois! Primeira posição! Marcha!
Todos para a Central do meu rancor inebriante!

Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!
Morte ao burguês de giolhos,
cheirando religião e que não crê em Deus!
Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!
Ódio fundamento, sem perdão!

Fora! Fú! Fora o bom burguês!...



NOTURNO

Luzes do Cambuci pelas noites de crime...
Calor!... E as nuvens baixas muito grossas,
feitas de corpos de mariposas,
rumorejando na epiderme das árvores...

Gingam os bondes como um fogo de artifício,
sapateando nos trilhos,
cuspindo um orifício na treva cor de cal...

Num perfume de heliotrópios e de poças
gira uma flor-do-mal... Veio do Turquestan;
e traz olheiras que escurecem almas...
Fundiu esterlinas entre as unhas roxas
nos oscilantes de Ribeirão Preto...

-          Batat’assat’ô furnn!...

Luzes do Cambuci pelas noites de crime!...
Calor... E as nuvens baixas muito grossas,
feitas de corpos de mariposas,
rumorejando na epiderme das árvores...

Um mulato cor de oiro,
Com uma cabeleira feita de alianças polidas...
Violão! “Quando eu morrer...”  Um cheiro pesado de baunilhas
oscila, tomba  e rola no chão...
Ondula no ar a nostalgia das Baías...

E os bondes passam como um fogo de artifício,]
sapateando nos trilhos,
ferindo um orifício na treva cor de cal...

-          Batat’assat’ô furnn!...

Calor!... Os diabos andam no ar
corpos de nuas carregando...
As lassitudes dos sempres imprevistos!
e as almas acordando às mãos dos enlaçados!
Idílios sob os plátanos!...
E o ciúme universal às fanfarras gloriosas
de saias cor de rosa e gravatas cor de rosa!...

Balcões na cautela latejante, onde florem Iracemas
para os encontros dos guerreiros brancos... Brancos?
E que os cães latam nos jardins!
Ninguém, ninguém, ninguém se importa!
Todos embarcam na Alameda dos Beijos da Aventura!
Mas eu... Estas minhas grades em girândolas de jasmins,
enquanto as travessas do Cambuci nos livres
da liberdade dos lábios entreabertos!...

Arlequinal!  Arlequinal!
As nuvens baixas muito grossas,
feitas de corpos de mariposas,
rumorejando na epiderme das árvores...
Mas sobre estas minhas grades em girândolas de jasmins,
o estelário delira em carnagens de luz,
e meu céu é todo um rojão de lágrimas!...

E os bondes passam como um fogo de artifício,
sapateando nos trilhos,
jorrando um orifício na treva cor de cal...

-          Batat’assat’ô furnn!...


Uma sábia e generosa lição na biblioteca do Mestre

De Clã do jabuti (1927)

DOIS POEMAS ACREANOS

I – DESCOBRIMENTO

Abancado à escrivaninha em São Paulo
Na minha casa da rua Lopes Cahves
De sopetão senti um friúme por dentro.
Fiquei trêmulo, muito comovido
Com o livro palerma olhando pra mim.

Não vê que me lembrei que lá no norte, meu Deus! muito longe de mim
Na escuridão ativa da noite que caiu
Um homem pálido magro de cabelo escorrendo nos olhos,
Depois de fazer uma pele com a borracha do dia,
Faz pouco se deitou, está dormindo.

Esse homem é brasileiro que nem eu.


II – ACALANTO DO SERINGUEIRO  (trechos)

Seringueiro brasileiro,
Na escureza da floresta
Seringueiro, dorme.
Ponteando o amor, eu forcejo
Pra cantar uma cantiga
Que faça você dormir.
Que dificuldade enorme!
Quero cantar e não posso,
Quero sentir e não sinto
A palavra brasileira
Que faça você dormir...
Seringueiro, dorme...

Como será a escureza
Desse mato-virgem do Acre?
Como serão os aromas
A macieza ou a aspereza
Desse chão que é também meu?
Que miséria! Eu não escuto
A nota do uirapuru!...
Tenho de  ver por tabela,
Sentir pelo que me contam,
Você, seringueiro do Acre,
Brasileiro que nem eu.
Na escureza da floresta
Seringueiro, dorme.

Seringueiro, seringueiro
Queria enxergar você...
Apalpar você dormindo,
Mansmente, não se assuste,
Afastando esse cabelo
Que escorreu na sua testa.
Algumas coisas eu sei...
Troncudo você não é.
Baixinho, desmerecido,
Pálido, Nossa Senhora!
Parece que nem tem sangue.
Porém, cabra resistente
Está ali. Sei que não é
Bonito nem elegante...
Macambúzio, pouca fala,
Não boxa, não veste roupa
De palm-beach... Enfim não faz
Um desperdício de coisas
Que dão conforto e alegria.

Mas porém é brasileiro,
Brasileiro que nem eu...
Fomos nós dois que botamos
Pra fora Pedro II...
Somos nós dois que devemos
Até os olhos da cara
Pra esses banqueiros de Londres...
Trabalhar nós trabalhamos
Porém pra comprar as pérolas
Do pescocinho da moça
Do deputado Fulano,
Companheiro, dorme!
Porém nunca nos olhamos
Nem ouvimos e nem nunca
Nos ouviremos jamais...
Não sabemos nada um do outro,
Não nos veremos jamais!

Seringueiro, eu não sei nada!
E no entanto estou rodeado
Dum despotismo de livros,
Estes mumbavas que vivem
Chupitando vagarentos
O meu dinheiro o meu sangue
E não dão gosto de amor...
Me sinto bem solitário
No mutirão de sabença
Da minha casa, amolado,
Por tantos livros geniais,
“Sagrados” como se diz...
E não sinto os meus patrícios!
E não sinto os meus gaúchos!
Seringueiro, dorme...
E não sinto os seringueiros
Quem amo de amor infeliz...
Nem você pode pensar
Que algum outro brasileiro
Que seja poeta no sul
Ande se preocupando
Com o seringueiro dormindo,
Desejando pro que dorme
O bem da felicidade...
Essas coisas pra você
Devem ser indiferentes,
Duma indiferença enorme...
Porém eu sou seu amigo
E quero ver si consigo
Não passar na sua vida
Numa indiferença enorme.
Meu desejo e pensamento
         (... numa indiferença enorme...)
Ronda sob as seringueiras
         (... numa indiferença enorme...),
Num amor-de-amigo enorme...

Seringueiro, dorme!
Num amor-de-amigo enorme
Brasileiro, dorme!
Brasileito, dorme.
Num amor-de-amigo enorme
Brasileiro, dorme.

Brasileiro, dorme,
Brasileiro... dorme...

Brasileiro... dorme...




De Lira Paulistana (1945)


Garoa do meu São Paulo,
- Timbre triste de martírios –
Um negro vem vindo, é branco!
Só bem perto fica negro,
Passa e torna a ficar branco.

Meu São Paulo da garoa,
- Londres das neblinas finas –
Um pobre vem vindo, é rico!
Só bem perto fica pobre,
Passa e torna a ficar rico.

Garoa do meu São Paulo,
- Costureira de malditos ´
Vem um rico, vem um branco,
São sempre brancos e ricos...

Garoa, sai dos meus olhos.


Num filme de B. de Mille
Eu vi pela quinta vez
A triste vida de Cristo,
      Rei dos Reis.

Num mictório de São Paulo
Pouco depois li uma vez,
Sobre o desenho dum pênis,
      Rei dos reis.

Num automóvel de luxo,
Sessenta vezes por mês,
Bem barbeado, bom charuto,
      Rei dos reis...

Oh vós todos, homens, homens,
Homens, o escravo sereis,
Si dentro em breve não fordes
      Rei dos reis!


Mário de Andrade (1893-1945)


segunda-feira, 17 de abril de 2017

MADAME MALDADE VOLTA A ATACAR... POR ENQUANTO!




         E eis que de repente, sob a batuta do baterista Victor Bertrami, o grande cantor Renato Braz, o contrabaixista Alex Rocha e também o flautista e saxofonista Marcelo Martins se transformam em batedores de panelas e vão dar força na apresentação de “Madame Maldade”, samba com letra minha que tive a honra de ver musicada pelo amigo, parceiro e  supercompositor (supercancionista, diria Tatit) Fred Martins!  A performance aconteceu em outubro de 2015 no Teatro da UFF, nos dois concertos  que Fred – que mora atualmente em Lisboa e vem desenvolvendo de lá uma carreira das mais consistentes no cenário da canção brasileira – apresentou aqui,  com vistas à gravação de um DVD com uma suma de seu trabalho e algumas canções novas.
         Pois o DVD está pronto e lançado, A música é meu país, numa co-produção do Canal Brasil e Sete Sóis Produções Artísticas, um produto esmeradíssimo:  além da habitual competência de Fred como músico e arranjador, o time reúne uma nata de músicos, pessoal de primeiríssima linha, tendo ainda as participações especiais do canto de  Ney Matogrosso, Zélia Duncan, Livia Nestrovski (com a guitarra de Fred Ferreira), além do já citado Renato Braz.  Em gravações de estúdio feitas em  Lisboa e Santiago de Compostela há ainda as participações da portuguesa Cristina Águas e da caboverdeana Nancy Vieira.  Todos são intérpretes que já incorporaram canções do repertório de Fred aos seus próprios.   E o repertório de Fred... bem, a cada vez que aprontamos uma canção, eu e ele, sinto-me como que pedindo licença para pisar num terreno muito elevado, onde, no topo, se situa Marcelo Diniz, seu principal parceiro e grande poeta carioca, além de outros craques em adivinhar as palavras que ocultam em suas entranhas melodias ou em destas extrair as palavras para fora de seu “estado de dicionário”. Muito bons são também Manoel Gomes, Fred Girauta e Alexandre Lemos, além de um eventual Francisco Bosco ou outros mais eventuais ainda.  Me sinto sempre engrandecido ao ser aceito na confraria. 


         A personagem fala por si só. “Madame Maldade” nasceu, como se deduz facilmente, das manifestações antipetistas, antidilmistas e antilulistas que assomaram histericamente às janelas e varandas em especial dos bairros de classe média das grandes cidades do país, fazendo de fundo sonoro a quaisquer pronunciamentos, entrevistas ou programas do governo a partir de 2013, além de estridularem nas ridículas passeatas verdamarelas e merdavarelas que tomaram de assalto – um assalto permitido, com a complacência policial, afinal um assalto de “gente bem” – o cenário político entre nós desde então.  Fiz a letra pensando na melodia de um samba buliçoso, cheio de quebradas, como acabou sendo captado e soberbamente posto em canção por Fred.  Claro, minha melodia não é a que ficou – nem eu teria competência para isso, imagine – mas a letra indicava em suas pausas e fonemas algo que a indiciava.  Sem contar que, como é bom não apenas com acordes, notas e compassos, Fred também o é nos truques do jogo verbal – as poucas canções com letra própria que lançou o provam com sobras - , em alguns passos ele superou o que eu havia entregue escrito e achou caminhos mais bem resolvidos para a melodia que compôs: emendas melhores que o soneto.



Eis a letra como ficou:

"Madame Maldade chegou na janela
Do apartamento
Deu aquela inspecionada
Ali no movimento
Foi até bater  panela
Gritou palavrão

Madame Maldade ai que saudade que sente
Do tempo em que tinha
O maior respeito
Das empregadinhas
De uniforme engomado
Ostentando co’orgulho
O brasão do patrão

Madame Maldade hoje pensa consigo
Na grande injustiça
De ir se virando
Que nem no pão a lingüiça
E nunca mais Miami
Uma vez por mês
Enquanto em Inhaúma a Conceição folgada
Pega o celular
E com uma só ligada
Manda entregar
Lasanha
Picanha
Cerveja gelada  [costela no bafo]
E frango xadrez

Madame então se queixa
Não há nenhum respeito
Que já não se distingue  o avesso
E o direito
E que a  gente de bem descolada e distinta
Pode hoje em dia valer o mesmo que vale
Qualquer marginal

Vai dando faniquito
Não gosta nada disso
E diz que desde quando o elevador de serviço
Deixou de ser usado começou o enguiço
E todo mundo sobe pelo Social

Madame Maldade chegou na janela
Do apartamento
Deu aquela inspecionada
Ali no movimento
Foi até bater  panela
Gritou palavrão

Madame Maldade postou no feicebuque
Seu descontentamento
Vestiu verdeamarelo
Beijou o regimento
De tão descolada
Tirou até selfie
Com o capitão

Madame não duvida
Do jeito que anda a vida
Só vai ter delivery pra essa gente fedida
Pedir bolsa-família, clínico cubano
Madame nem morta
há de se conformar que é daí pra
pior

Madame não se entrega
Não quer dar de  bandeja
E guarda a sete chaves toda a prataria
Não pensa fazer nunca o que a tal Baronesa
Fez com a sopeira que deu pra avó
Do Benjor" 

         Duas coisinhas mais:  Marcelo Diniz, com muito humor, observou que se trata – talvez caso inédito! – de um “samba com nota de pé de página”, haja vista a referência um tanto cifrada à “avó do Benjor” que surge ao final.  As pessoas em geral perguntam que diabo é isso, o que faz com que a coisa termine meio em anticlímax.  Gosto do anticlímax e não vou contar aqui o que está escondido ali não.  Mas em tempos de Google é só dar uma buscada básica que se chega lá.

         Outra:  Madame Maldade  atuou ainda como colunista na página de humor Depobre News, no Facebook,capitaneada pelo amigo e ótimo poeta carioca André Sampaio.  Durante alguns poucos meses tive competência suficiente para incorporar o espírito de Madame e colaborar com a página, o que começou na semana da Páscoa de 2016, quando a coluna estreou.  E contei ainda com o fato de que o italiano Giovanni Boldini (1842-1931) também incorporou o espírito de Madame e a retratou, com quase um século de antecedência (cf. ilustração).   E pra encerrar pinço lá na página e posto aqui uma “boutade” (oh palavrinha para homenageá-la!) de Madame há um ano, quando ela comemorava a sessão da Câmara que votou pelo impeachment da presidente legitimamente eleita e deu início ao golpe em curso no país: “Pela minha sopeira de Limoges... eu voto SIM! (...) Agora é botar o país de novo nos eixos, não é mesmo, gente? Não vamos perder o foco. A começar pela educação. Mas uma educação que não fique querendo convencer as crianças de que a vocação delas é o gayzismo, que todos devem se esforçar só pra ganhar bolsa-família e passar a vida sem trabalhar, de que não devem temer a Deus, que a gentalha deve ter privilégios... essas coisas que a cartilha lulopetista quis impingir nos nossos jovens! Muita moral e cívica, isso sim! Quem sabe, não podemos inclusive retomar as diretrizes eugenistas que tanta falta nos fazem? Afinal, já sabia o Conde Gobineau, à sombra fresca das mangueiras erguidas , em suas promenades com Pedro II (que, aliás, virou um colégio infestado de esquerdistas!) que esse excesso de democracia de que padecemos é fruto último da miscigenação... mas quem lê Gobineau hoje em dia? Seria ótimo, pra começar."


         

        Em face dos últimos, penúltimos e antepenúltimos acontecimentos... bem,  parece que  Madame Maldade levou essa... está vitoriosa.  Mas na verdade tudo indica que não vai nem desfrutar muito os frutos fedidos de sua vitória não.  A ver.  Pode ser que ela retorne ainda, quem sabe, para reiterar suas queixas numa outra canção.