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sexta-feira, 6 de maio de 2011

PIRATARIA E CORCUNDA: MEUS AMIGOS SÃO UM BARATO

                Resolvi plagiar o título de um antigo disco de Nara Leão - sem pirataria e corcunda, claro - para postar aqui dois links que remetem  a três amigos dos quais muito me orgulho.

               1.   Leiam esta possibilidade de retomar ainda hoje a ideia de subversão (essa palavrinha...):

                 "Não creio que seja devido tentar utilizar algum eufemismo, e dizer que vou defender algo como a liberdade de informação; antes ser direto e assumir as vantatgens e o ônus de defender a doce pirataria contra seus detratores, e, assim, com alguma sorte, estabelecer um último esforço subversivo antes que penetremos —e há vários sinais de que é o que está ocorrendo— na era da internet oficialesca, ou seja, na era do mais total e completo desânimo."

                 O trecho foi extraído do primeiro parágrafo do artigo que Ricardo Pinto de Souza publicou no último número da revista virtual  Pequenamorte em defesa da pirataria.  Vai aí o link para o texto completo, que merece reflexão pela ampla e profunda visão dos argumentos:


                2. Ana Alencar e Marcelo Diniz, também queridos amigos, acabam de ter lançada sua tradução do superclássico do Romantismo Notre-Dame de Paris, de Victor Hugo, um primoroso trabalho que sai agora, pela editora paulista Estação Liberdade.  Abaixo, o link para o release da edição:

 http://www.primaveradolivro.com.br/noticias.asp?ID=310


sexta-feira, 11 de março de 2011

RICARDO PINTO DE SOUZA

ABERTURA # 2

Era uma casa de grandes portas
Onde se convidava
Lembro-me também
Das pessoas conversando
Hoje não há mais nada

Seus fantasmas às vezes
Chegam até mim em tristes ecos
Acusam-me
“Não te vi aqui, lá
Você sumiu” – e sumi
“Não falou nada, não viu nada
Você desapareceu” – e desapareci.

Nossa adolescência
Ainda é um sonho tranqüilo
Lembro-me também
Da timidez, do tesão, da tíbia
Vontade de humilhar o mundo

Hoje há muita coisa
Mas as portas são mais estreitas
E a vida é um relógio
contínuo, presente, urgente
Cheirando a máquina e a óleo
Antes era um rio e suor, líquidos
Como o desejo e a angústia
Antes não havia fim do mundo
Os portos passaram

No entanto nunca fui tão sábio
Como quando não sabia nada
e mesmo assim
            mesmo assim
                        mesmo assim
                        assim

               

                              In: Culturas. Oficina Raquel, 2006
                             
                              www.oficinaquel.com